A greve dos funcionários do IBGE, iniciada há 48 dias, deixa o país sem indexadores oficiais de salários, proventos de aposentadorias, impostos, aluguéis residenciais e demonstrações financeiras de companhias abertas. Esta é a terceira greve em duração na história do instituto, às voltas com uma defasagem salarial que condena um pesquisador com mestrado e doutorado no exterior a salários não superiores a Cr$2,5 milhões, no topo da carreira, e os funcionários de apoio a um piso (Cr$320 mil) pouco superior ao salário-mínimo. Reunidos ontem em assembléia, os funcionários do órgão decidiram manter a greve. O governo tem se dividido entre o IPC da FIPE e o IGP-M da FGV para balizar a TR provisória. Para arbitrar a Ufir e a tabela de desconto na fonte do IR, o governo tem utilizado o IPC, também da FGV. Os reajustes quadrimestrais de salários tem tomado por base o IPC da FIPE (JB).