O Brasil gasta em pesquisa básica 20 vezes menos por habitante do que a média dos países do Primeiro Mundo. Se só forem contabilizados os gastos do governo federal, essa média chega a ser mais de 50 vezes menor. Enquanto o Primeiro Mundo gasta por habitante cerca de US$50 ao ano em
48555 pesquisas acadêmicas, o Brasil investiu US$0,80 por habitante em 1991, afirmou Sérgio Rezende, diretor da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Pernambuco e coordenador da mesa-redonda "A crise de financiamento da pesquisa no Brasil. Há saída à vista?", da 44a. Reunião Anual da SBPC, ontem, em São Paulo. Segundo ele, em termos de PNB (Produto Nacional Bruto), o governo está investindo 0,03% nas pesquisas básicas. Nos países desenvolvidos, a média é de 0,5%. O presidente da SBPC, Ennio Candotti, afirmou que o governo propõe investir em tecnologia, mas não dá para a universidade apoiar a indústria nacional com
48555 equipamentos de 10 anos atrás. O mercado é de última geração. O diretor do CNPq, Jorge Guimarães, afirmou ser necessário "flexibilizar" a administração do órgão: "A`s vezes há recursos para uma área que não estão sendo usados enquanto outras estão sem verbas" (FSP).