BRASIL QUER REDUZIR OS CUSTOS PARA CONCLUSÃO DE ANGRA 2

O ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, relatou ontem oficialmente ao presidente Fernando Collor os detalhes da negociação fechada junto ao governo e aos bancos alemães para financiamento do término da obra da usina nuclear de Angra 2. Do total de US$1,52 bilhão estimado para se finalizar a construção da usina, US$700 milhões virão da Alemanha e os restantes US$820 milhões sairão dos cofres nacionais. Esse valor, segundo explicou o ministro, deverá ainda ser reduzido para cerca de US$690 milhões, "com a revisão do ritmo e do projeto das obras". O término das obras de Angra 2, paralisadas praticamente desde 1988, foi considerado fundamental e incluído no orçamento deste ano, principalmente porque já foram investidos nela, até agora, US$4,2 bilhões, dos quais US$1,67 bilhão é representado só pelo custo financeiro. As principais empresas brasileiras envolvidas no projeto de construção da usina estão preparando-se para retomar os trabalhos ainda neste segundo semestre. "Acreditamos que a partir de setembro ou outubro retomemos a fabricação dos equipamentos destinados à usina", afirma o diretor da Confab Industrial S/A, Oswaldo Moraes Filho. A empresa é a principal fornecedora nacional de Angra 2, com contratos estimados entre US$80 milhões e US$100 milhões (GM).