Começa no final deste mês, em Washington (EUA), a renegociação do acordo stand-by entre o governo brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional). A missão técnica que negociou o acordo firmado em fevereiro último retorna ao FMI para explicar porque não foi possível cumprir as metas fiscais (a expectativa é de que se cumpra o superávit primário, que não é critério de performance para o fundo) também no segundo trimestre do acordo (abril-junho). Discutirá, assim, a revisão das metas para o segundo semestre, com base na nova realidade da inflação, dos dados realizados para o déficit operacional (cuja meta até julho era de no máximo Cr$11,4 trilhões) e nominal (Cr$120 trilhões). No Ministério da Economia, espera-se que esse revisão do acordo com o FMI seja difícil, mas não intransponível. De um lado, o acordo em princípio om os bancos credores e, de outro, a possibilidade de se cumprir o superávit primário de Cr$14,2 trilhões no primeiro semestre do acordo (janeiro-junho) seriam dois fatores que jogariam a favor de uma postura flexível do fundo para com o Brasil (GM).