ENTIDADES FAZEM ATO PELA ÉTICA POLÍTICA

Cerca de 800 pessoas participaram ontem, em São Paulo, de um ato público pela ética na política. Organizada com o objetivo de pedir rigor nas apurações de irregularidades no governo federal, a manifestação transformou-se também em um protesto pela renúncia do presidente Fernando Collor-- defendida pela platéia, em coro, e apoiada por parte das autoridades presentes. O ato faz parte de um movimento que teve início com uma vigília em Brasília e deve prosseguir com novas manifestações nos próximos dias. Participaram do ato representantes da CUT, da CGT, da Igreja, do PNBE, e da OAB, entre outros. "A sociedade civil não quer condenar nem absolver ninguém, mas quer uma resposta enérgica", defendeu o presidente da OAB, Marcelo Lavenére. "Nosso objetivo é vigiar a CPI", afirmou o presidente da CUT, Jair Meneguelli. "Sem ética, sobretudo na esfera política e empresarial, o Brasil não terá mais saída", disse o cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns. O coordenador do PNBE, Oded Grajew, afirmou que, se o resultado da CPI não for convincente, "haverá crise de credibilidade geral no país". Também estiveram no ato, que durou mais de três horas, representantes da Associação Brasileira de Juristas Democratas, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), das federações nacionais de médicos e de engenheiros, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), de pastorais da Igreja Católica, de sindicatos, partidos políticos (PSB, PC do B, PT, PSDB e PMN), de associações profissionais e de aposentados e mulheres (O ESP) (FSP) (O Globo).