O jornal inglês "Financial Times", no editorial de ontem, sob título Não a todo custo, salienta o ceticismo e a falta de entusiasmo de financistas britânicos com relação ao acordo de princípios entre o Brasil e os bancos particulares. O jornal considera muito altos os riscos de não se chegar a um acerto final ou de o país não cumprí-lo, o que complicaria a situação dos 600 bancos envolvidos. Para o "Financial Times", o Brasil se diferencia dos países que acertaram suas dívidas dentro do Plano Brady porque as reformas econômicas brasileiras são mais sujeitas a reversão, a inflação no país é mais alta e é fraco o controle do governo sobre suas finanças. "Em nenhum outro lugar o domínio do poder pelo governo é tão frágil", diz o editorial (O ESP).