Antes mesmo de o BNDES anunciar a data do leilão da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), os primeiros interessados em participar da privatização da empresa já começaram a se manifestar. Hoje será criada, em Volta Redonda (RJ), a Associação Aço Região Sul Fluminense (A>OSUL), e um grupo de 23 empresas que a integra-- entre elas o braço comercial do grupo Gerdau, a Formasa e a Emasa-- está se articulando para garantir a distribuição do produto na região. O presidente da nova entidade e dono da Prensa Volta Redonda, Roberto Balbi, disse que estas 23 empresas-- das quais 18 são de pequeno e médio portes-- compram da CSN 16 mil toneladas mensais de aço, o que representa US$8 milhões (Cr$29,3 bilhões ao câmbio comercial). Deste total, 13 mil toneladas representam pedidos mensais feitos por Formasa, Emasa e Metalúrgica Barra do Piraí. Balbi comentou que um dos objetivos da A>OSUL é transformar a entidade em uma central de distribuição do produto para empresas do Sul Fluminense. Esta proposta foi feita pelo presidente da CSN, Roberto Procópio Lima Netto, que apóia a criação da A>OSUL. Ele está tentando junto ao BNDES alterar a data de privatização da companhia, prevista para abril de 1993: quer antecipá-la para dezembro deste ano. Balbi disse que a A>OSUL quer garantir a continuidade da distribuição do aço mesmo após a siderúrgica ser vendida. A CSN opera hoje com uma capacidade ociosa em torno de 20%: sua produção em 1992 deverá ser de 3,6 milhões de toneladas de aço, contra as 3,13 milhões de 1991 (O Globo).