A Bolívia poderá solicitar a modificação do Artigo 20 do Tratado de Assunção, como primeiro passo que dará a diplomacia do país para promover sua participação no Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), sem abandonar o Pacto Andino, disse ontem o chanceler Ronald MaClean. Segundo ele, o objetivo seria tornar mais flexíveis as exigências do MERCOSUL para a incorporação da Bolívia, de forma que esse país não seja obrigado a abandonar o acordo de Cartagena, mas possa compatibilizar os dois processos. O Artigo 20 do Tratado de Assunção determina que qualquer país-membro da associação latino-americana de integração que queira aderir ao MERCOSUL não poderá pertencer a outra organização econômica sub-regional. O chanceler explicou que, no processo de aproximações sucessivas que o governo boliviano propõe, esses assuntos incluem a necessidade de que o Pacto Andino vá se aproximando da Bolívia em matéria de liberalização do mercado, e que os países do MERCOSUL comecem a reduzir suas taxas alfandegárias até um ponto coincidente com os demais. Nós temos problemas no Pacto Andino porque não se consegue chegar às
48391 metas estabelecidas, o que determina uma crise econômica muito séria para
48391 o grupo, já que nem o Peru nem o Equador podem cumprir os compromissos
48391 fixados pelos países da sub-região. No caso do MERCOSUL, MaClean disse que é um processo que está sendo montado e que, no momento que se faça necessário ter tarifas externas comuns, as mesmas precisarão ser muito altas, porque as economias da Argentina e do Brasil são muito fechadas, o que os deixaria em desvantagenm em relação à Bolívia (JC).