A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o desaparecimento de armas do rebocador argentino "Nobistor" que podem estar com fazendeiros associados à UDR (União Democrática Ruralista). O rebocador transportava seis toneladas de armas e armamentos militares, além de mercenários norte-americanos que saíram da Argentina com destino a Gana. O navio entrou ilegalmente em águas brasileiras em março último e a PF apreendeu os armamentos e prendeu toda tripulação. Quase dois meses depois da entrada do "Nobistor" em águas territoriais brasileiras, as autoridades descobriram que parte do armamento fora desembarcada aqui. Entre as armas estão duas metralhadoras, uma sub-metralhadora, seis pistolas, duas escopetas, duas granadas de boca para fuzil e munição. A suspeita de que as armas estejam em poder de fazendeiros da UDR surgiu a partir da investigação do serviço secreto da Marinha brasileira. Dados obtidos por ela revela que os argentinos Oscar Garcia Lattuada e Luiz Cabut (que vieram em missão de regularizar a situação do rebocador) estiveram duas vezes no navio-- fundeado na praia de Itaipu, no Rio de Janeiro-- antes da PF apreender o armamento. Os dois argentinos, de acordo com o serviço secreto da Marinha, mantiveram contato por telefone com os fazendeiros paulistas Eduardo Gomes-- Fazenda Clotildes, pertencente à Agropecuária Lugomes Ltda., em Presidente Venceslau-- e Benedito Tella Maggiora-- residente em Santo Amaro (JB).