O mercado de fusões e aquisições de empresas caiu durante o governo Collor. A falta de dinheiro consequente do primeiro choque e as incertezas da política econômica a ser adotada pela nova administração fizeram o número de transações caírem para 185 em 1990 e 175 em 1991. Em 1988, foram efetuadas 247 transações e em 1989, 250. Os números são do banco de dados do "Corporate Finance", departamento da Price Waterhouse. O valor médio das transações noticiadas caiu de US$17 milhões em 1990 para US$11,6 milhões em 1991. O volume de mercado, incluindo as privatizações, teria sido de US$2,3 bilhões em 1990 e de US$2,7 bilhões em 1991. A principal mudança foi que o mercado passou a ser vendedor-- empresas com necessidades de capital ou realização de investimentos. Apesar do decréscimo registrado no Brasil, de 1990 para cá, a tendência é de que esses negócios ganhem novo impulso com a provável retomada do crescimento econômico, liberalização da economia, aumento da concorrência e funcionamento do MERCOSUL. Os setores farmacêutico e alimentício devem ser os mais sensíveis. Informática, química, têxtil, confecções, máquinas e equipamentos também estão vulneráveis a essas operações em função da concorrência provocada por investimentos e tecnologia estrangeiros (FSP) (JB).