ACORDO GARANTE LEILÃO DA CST PARA DIA 16

A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) teve seu leilão de privatização garantido para o próximo dia 16. Ontem, o BNDES conseguiu fechar um acordo com o Banco Geral do Comércio (BGC), pelo qual as ações da CST bloqueadas pela Justiça-- para assegurar pagamentos de dívidas da SIDERBRÁS para com o BGC-- serão trocadas, para efeito de penhora, pelo edifício-sede da própria SIDERBRÁS, em Brasília (DF). Com o acerto, foi eliminada a última pendência que atrapalhava a privatização da CST, empresa cujo preço mínimo de venda foi fixado em US$400 milhões. A siderúrgica será vendida em dois leilões distintos. O primeiro, em 16 de julho, quando será licitado seu controle acionário e ao qual só poderão comparecer investidores nacionais. O segundo pregão, com data marcada para 23 de julho, será aberto ao capital estrangeiro e serão colocadas à venda 14% das ações com direito a voto da companhia. Os sócios minoritários da estatal-- a Kawasaki Steel, japonesa, e a Ilva, italiana-- poderão exercer seu direito de preferência. A Kawasaki e a Ilva detêm hoje 20% das ações ordinárias de Tubarão, sendo 13% para cada uma. Com a aquisição dos 14% das ações ordinárias, no segundo leilão, elas atingem o limite de 40% do capital imposto pela Constituição brasileira ao capital estrangeiro, no processo de privatização. Os sócios minoritários têm até 13 de agosto para decidir sobre o exercicio do direito de preferência ou de retirada (GM).