Na próxima semana, em São Paulo, representantes do Grupo Mercado Comum do MERCOSUL vão fixar os critérios para a negociação de acordos de complementação econômica entre os quatro países-- Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai-- e outros parceiros da região ou de fora. Com base nas novas diretrizes vamos retomar as negociações com o
48351 México, disse ontem o embaixador Luís Felipe de Seixas Correa, secretário-geral do Itamaraty, que há poucos dias voltou da Cidade do México com uma contraproposta de Acordo de Complementação Econômica (ACE), idéia sugerida pelo governo brasileiro há cerca de três meses e aceita pelo presidente Carlos Salinas de Gortari. Na reunião presidencial do MERCOSUL, em Las Len~as, há poucos dias, ficou acertado que até dezembro de 1994, quando entrará em vigor o Mercado Comum, os quatro países que firmarem acordos comerciais deverão ater-se a normas comuns. A partir de 1994, o MERCOSUL terá suas regras próprias para iniciativas desse gênero. O México também está interessado em uma ACE com a Argentina. Colômbia e Venezuela estão conversando com o Brasil para negociar um documento semelhante, comentou Seixas Correa. O problema que se coloca em relação ao México é que provavelmente o governo daquele país não estará disposto a firmar um ACE por apenas dois anos, período de transição para o MERCOSUL. Nesse caso, a solução poderá ser a assinatura de um acordo de intenção. O secretário-geral do Itamaraty lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial do México na América Latina. O intercâmbio já atinge cerca de US$1 bilhão (GM).