ALÍQUOTA DO IR NÃO SUBIRÁ

A comissão de reforma fiscal já decidiu: não serão alterados na lei ordinária os atuais abatimentos para a pessoa física (saúde, educação e despesas médicas) e não haverá elevação da alíquota máxima do Imposto de Renda, que hoje é de 25%. Essas afirmações foram feitas ontem pelo economista Sergio Werlang, um dos cinco integrantes da comissão. "Nós decidimos que não vamos reduzir os abatimentos mas também não vamos aumentá-los", afirmou. No caso das alíquotas da tabela progressiva do IR, explicou que a tendência é procurar um sistema que resulte na maior simplificação possível para a pessoa física. Conforme suas informações, a proposta de uma nova tabela com três alíquotas, de 10%, 20% e 30%, consta de um documento de avaliação do FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre o sistema tributário brasileiro, mas não foi endossada pela comissão. O BIRD (Banco Mundial) chegou a propor, há três anos, uma alíquota adicional de 35% ao sistema atual de 15% e 25%. "A única alteração que nós consideramos até agora foi a redução do limite de isenção", afirmou Werlang. São isentos hoje os rendimentos com valor de até mil Ufir (Cr$2,1 milhões). A comissão, porém, propõe a redução desse limite para 750 Ufir (Cr$1,57 milhão) ou 500 Ufir (Cr$1,05 milhão) (JB).