O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) começa a beneficiar a indústria gaúcha de autopeças. Um exemplo é a DHB Componentes Automotivos, subsidiária da DHB Indústria e Comércio, de Porto Alegre, que até o ano passado mantinha relações comerciais pouco significativas com a indústria automobilística da Argentina. Graças ao acordo bilateral entre o Brasil e aquele país, o que proporcionou a eliminação de alíquotas de importação, o quadro agora está mudando e de forma acelerada. No primeiro semestre deste ano a empresa fechou contrato de US$1,3 milhão com a Autolatina, envolvendo a exportação de 32 mil bombas de sistema de direção hidráulica que servirão para equipar veículos como o Verona, Apolo, Escort e a F 1000, informou Leo José Hainzenreder, diretor administrativo-financeiro da DHB Componentes. Segundo ele, a expectativa da empresa é exportar mais 40 mil bombas do sistema de direção hidráulica para o mesmo cliente no segundo semestre, o que vai resultar uma exportação total de US$3 milhões para a Argentina neste ano. As relações comerciais com a Argentina, no entanto, não devem parar por aí. É intenção da DHB firmar um acordo operacional com uma empresa de autopeças daquele país, cujo nome está sendo mantido em sigilo, para que se crie uma espécie de intercâmbio na área industrial. Com isso, a empresa gaúcha passará a fornecer peças de custos inferiores aos praticados na Argentina e vice-versa. Essa complementaridade deverá proporcionar ganhos de produção e melhor competitividade no mercado internacional, explicou Hainzenreder. No primeiro semestre deste ano a DHB Componentes teve receita externa de US$5 milhões, diante de US$1,7 milhão em igual período do ano passado, com um crescimento de 194%. Para este ano a meta da empresa é exportar US$13 milhões, ante US$3,5 milhões de 1991, o que será garantido graças às exportações para a Daiwoo, da Coréia, e a Mercury Mariner, dos EUA. A participação das receitas externas no faturamento da companhia no primeiro semestre foi de 35%, informou o executivo (GM).