O Bamerindus lançou ontem, em Porto Alegre (RS), o segundo fascículo da série "Cadernos Internacionais Bamerindus", dedicado ao MERCOSUL. A publicação, "voltada a empresários brasileiros que desejam fazer negócios com Paraguai, Argentina e Uruguai", segundo definiu o diretor de Marketing do banco, José Gaspar da Cruz, tem uma tiragem de mil exemplares e foi traduzida também para o espanhol. O lançamento do "MERCOSUL: uma nova realidade para pessoas e empresas" constitui o resultado de vários seminários realizados nos três estados do Sul e em São Paulo, em 1991. "Observamos que os empresários que participaram desse circuito no ano passado tinham dúvidas de toda ordem. E sem conhecer mercados, ninguém faz negócios", disse Cruz. Segundo ele, há três anos, quando foram assinados os primeiros acordos comerciais entre Argentina e Brasil, ainda durante o governo Sarney, o empresariado nacional "simplesmente ignorou a possibilidade de um mercado comum entre esses quatro países (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai)", disse Cruz. Mas garante que, a partir de constatações feitas entre clientes do Bamerindus, o interesse pela integração está aumentando, "e para isso precisamos de informações". O caderno sobre o MERCOSUL apresenta a nova tendência de divisão do mundo em blocos, a experiência da Comunidade Econômica Européia (CEE) e explica a possibilidade de formação de "joint-ventures" (fusão ou associação de capital) entre empresas dessa região. A Argentina é caracterizada como "um dos solos mais ricos da América do Sul". O Uruguai é citado como país que "pretende incrementar a indústria nacional com a possibilidade de atender a um mercado consumidor integrado de 190 milhões de habitantes", enquanto o Paraguai merece destaque em função do objetivo de crescer para o próprio MERCOSUL e alavancar interesses de parceiros de outras regiões do mundo (JC).