Em 1995, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai vão integrar suas economias por meio do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL). Na opinião do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Barros Munhoz, a agricultura brasileira vai perder com a integração. Para ele, um dos pontos que mais preocupa é o que fazer com as culturas sensíveis à integração, no caso do Brasil, o trigo, por exemplo. Munhoz lembrou que sua crítica não implica uma posição retógrada, contrária ao MERCOSUL. Como é que vamos competir com o produtor argentino se ele tem uma
48310 pesquisa efetiva, enquanto no Brasil ela está falida, questiona. Por isso, "será muito difícil competir em produtos sensíveis com países vizinhos", conclui o secretário. O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury, abrirá no próximo dia 10 de agosto a reunião do MERCOSUL, na sede da Secretaria da Agricultura paulista. O encontro, que se estenderá até o dia 14, reunirá 28 grupos da iniciativa privada ligados à agropecuária (O ESP) (JC).