As pessoas físicas vão pagar cerca de US$2,5 bilhões a mais de Imposto de Renda a partir do próximo ano se o Congresso Nacional aprovar a reforma fiscal proposta pelo governo. Os maiores prejudicados serão as pessoas de renda mais baixa, já que o aumento de IR será inversamente proporcional ao rendimento, como resultado da redução da faixa de renda isenta de retenção. Os estudos da comissão de reforma fiscal prevêem que a faixa de isenção será reduzida à metade e a criação de uma tabela com três alíquotas de 10%, 20% e 30% de IR. Com a nova tabela de cálculo do imposto retido na fonte preparada pela comissão da reforma, aqueles que recebem uma renda líquida em torno de Cr$3 milhões por mês descontariam em julho 112% a mais de imposto se a proposta do governo já estivesse em vigor. O aumento de imposto vai caindo, na medida em que cresce a renda e alguém com rendimento líquido de Cr$10 milhões este mês, por exemplo, pagaria 28% a mais de imposto. "É uma distorção séria, pois quanto maior a renda, menor será o crescimento do desconto do IR", avaliam tributaristas que tiveram acesso à proposta da comissão (JB).