JUSTIÇA DO CEARÁ CONDENA SETE ACUSADOS

A 2a. Vara de Entorpecentes de Fortaleza (CE) divulgou ontem a sentença condenatória de sete pessoas acusadas de participarem da conexão de tráfico de drogas no prédio do Congresso Nacional, em Brasília (DF). As penas variam de três anos e dois meses a sete anos de prisão. Todos foram condenados a pagar uma multa de Cr$100 mil. Segundo o juiz Jucid Peixoto do Amaral, a Justiça utilizou como principal peça de acusação o depoimento à polícia do jornalista Júlio César Fialho, preso em flagrante no dia 26 de março passado, em Fortaleza, portando meio quilo de cocaína. Fialho disse que a droga que trazia pertencia a um grupo formado pelo policial civil de Brasília Luís Carlos Rodrigues Matos, o corretor Washington Queiroga, o pintor Paulo Pereira da Silva e Manoel Vital Paulo. Estes acusados foram condenados a penas que variam de três a sete anos de prisão. O jornalista Fernando Santos Kerr, diretor de programação da TV Brasília, foi acusado por Fialho de intermediar a venda da droga com os acusados de tráfico. A agenciadora de modelos cearense, Rita de Cássia Austragéslio, foi acusada de distribuir a droga em Fortaleza. Ambos foram condenados a penas de três anos e dois meses de prisão. O juiz Amaral disse que a ligação entre o grupo condenado em Fortaleza e a conexão do tráfico no Congresso Nacional seria feita pelo pintor Paulo Silva, conhecido como Paulo Magro (FSP).