A indústria automobilística brasileira fechou o primeiro semestre deste ano com uma produção de 479.352 veículos, desempenho 18,76% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em junho, a produção foi de 99.956 veículos, resultado 17,1% acima do obtido em maio e 13,39% superior ao de junho do ano passado. "O crescimento foi determinado pelas exportações, que neste ano deverão totalizar 290 mil unidades, 100 mil unidades a mais do que em 1991", disse Luiz Adelar Scheuer, presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As exportações no semestre somaram 154.519 unidades, representadas principalmente pelas vendas de automóveis para a Itália e Argentina e de ônibus e caminhões para o México, Uruguai e Chile. O resultado do semestre é 94,12% superior ao de 1991. Em junho, contudo, devido à greve nos portos do país, as vendas ao mercado externo, de 27.126 unidades, foram 9,33% menores do que em maio. O mercado interno, que "ressuscitou" com o acordo setorial que reduziu os preços dos automóveis, também contribuiu para o desempenho da indústria. As vendas em junho somaram 67.219 unidades, 10,79% a mais do que em junho de 1991. No semestre, entretanto, o total de 329.721 veículos vendidos ainda é 2,34% menor do que o registrado nos primeiros seis meses de 1991. O setor de caminhões vendeu 12.305 unidades (queda de 40,33% em relação aos seis primeiros meses de 1991), o de ônibus 8.239 unidades (crescimento de 9,27%), o de automóveis 250.367 unidades (crescimento de 2,46%) e o de comerciais leves 52.334 unidades (queda de 8,52%) (GM).