INEFICIÊNCIA DA CEME AJUDA A AUMENTAR CASOS DE TUBERCULOSE

Criada para atender à demanda da rede pública por remédios essenciais, a Central de Medicamentos (CEME), vinculada ao Ministério da Saúde, é acusada por pneumologistas de contribuir para o aumento do número de casos de tuberculose no Estado do Rio de Janeiro. Neste primeiro semestre, a CEME enviou apenas 1,9 milhão das 5,7 milhões de cápsulas de Rifampicina composta com Isoniazina-- para tratamento da tuberculose-- pedidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Da requisição de 4,5 milhões de comprimidos da Pirazinamida, também para tuberculose, a CEME enviou somente 567.880 comprimidos para serem distribuídos aos municípios do estado. A CEME detém o monopólio da distribuição de medicamentos para tuberculose e hanseníase. Como o órgão não vem cumprindo sua função, o paciente não consegue remédio nos postos de saúde e acaba abandonando o tratamento. Com isso, além de ter seu estado de saúde agravado, ele acaba contribuindo para a disseminação da doença. No ano passado, a CEME distribuiu apenas 35% da cota de Rifampicina composta com Isoniazina destinada ao Rio de Janeiro. Isso significa um déficit de 500 mil comprimidos por mês (O Globo).