A ligação entre o presidente Fernando Collor e o empresário Paulo César Farias, o PC, vem sendo denunciada pela imprensa alagoana desde que Collor assumiu o governo daquele estado. As denúncias envolvem a compra superfaturada de terreno de PC pelo governo, a encampação de empresas de ônibus para beneficiar Augusto Farias, um dos irmãos de PC, e a interferência de Collor para arquivamento de processos contra PC. As acusações publicadas nos jornais foram catalogadas pelo fundador do PMDB no estado, José Muniz Falcão, irmão do ex-prefeito Djalma Falcão. O semanário "Última Palavra", em sua edição de 10 a 16 de novembro de 1989, afirmou que o arquivamento de 18 processos contra PC ocorreu nos dois anos em que Collor esteve à frente do Executivo estadual. Collor, sustenta a publicação, teria pedido ao procurador-geral de Justiça, Durval Belo de Mendonça, "o arquivamento dos processos contra seu amigo particular". Os processos foram encaminhados pelo Banco Central desde 1982. O BC suspeita de emissão de notas fraudulentas pela empresa Tratoral, de PC, que vende tratores e implementos agrícolas (O Globo).