O presidente Fernando Collor disse ontem que "estão querendo formar a CUG, Central Única dos Golpistas". Em novo bilhete à imprensa-- o sexto em quatro dias--, Collor criticou as "pregações de um golpismo baderneiro" e garantiu que as instituições funcionam normalmente. Para o presidente nacional do PT, Luís Inácio Lula da Silva, "se a CPI criou a CUG, o governo Collor instalou a CUC, Central Única da Corrupção". Para o presidente do Senado Federal, Mauro Benevides (PMDB-CE), o Congresso não se intimidará com os ataques. A CPI pode reconvocar o empresário Paulo César Farias, o PC. Ele comprou imóveis vizinhos à Casa da Dinda, em esquema montado para segurança do presidente. "É uma prova de que mentiu ao dizer que não manteve mais contatos com Collor", disse o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). A CPI vai convocar três funcionários de PC para depor: a secretária Rose, o segurança Flávio Ramos e a telefonista Cláudia. Rose e Flávio terão de explicar por que depositaram dinheiro na conta de Ana Acioli, secretária de Collor. O presidente Fernando Collor voltou a fazer a corrida dominical, ontem, acompanhado pelo deputado Paulo Octávio e por atletas olímpicos. Voltou também a vestir camisetas, mas repetiu slogan que usou em outubro: "Não fale em crise, trabalhe" (FSP) (O Globo).