USINA DE TUCURUÍ TERÁ 25% DE OCIOSIDADE

A hidrelétrica de Tucuruí (PA) vai operar com 25% de sua capacidade ociosa por falta de consumidores no Pará, Maranhão e Tocantins. Esse excedente acontece a partir de novembro, quando a ELETRONORTE conclui a primeira etapa do projeto com atraso de quatro anos. Inaugurada em 84, Tucuruí é a segundo maior hidrelétrica do país, depois de Itaipu, na fronteira do Paraná com o Paraguai. O presidente da ELETRONORTE, Afonso Simas, disse que Tucuruí terá capacidade para gerar até quatro milhões de quilowatts (kW), mas o consumo deve permanecer em três milhões de kW. O pior de tudo, segundo ele, é que não há perspectivas de aumento de consumo de energia no curto prazo por falta de investimentos industriais nesses estados. Esse excedente ocioso de um milhão de kW significa quase três vezes o consumo energético médio por hora para todo o Estado do Pará, que é de 360 mil kW. Por conta do excedente previsto, a ELETRONORTE adiou de 94 para o ano 2000 o início da construção da segunda etapa de Tucuruí. É a primeira vez em que a região oriental da Amazônia tem excedente energético, desde a inauguração de Tucuruí, em 84, ao custo de US$4,7 bilhões (FSP).