O deputado federal Flávio Rocha (PRN), autor da emenda constitucional que cria o imposto único, disse ontem estar certo de que a reforma fiscal não passa no Congresso Nacional. Por isso, ele e parlamentares que defendem sua emenda já traçaram a estratégia para levá-la a plenário: vão tentar aproveitar o momento em que o projeto do governo for apreciado e rejeitado. Provavelmente em outubro, segundo ele. O deputado federal Roberto Campos (PDS), um dos que apóiam o imposto único, é menos incisivo: acha difícil a aprovação da reforma fiscal. Para ele, o imposto único pode até mesmo entrar em pauta como um substitutivo do projeto governamental. A reforma é um modelo de conservadorismo fiscal que não resolve dois
48223 problemas: não incorpora a informalidade e mantém um sistema tributário
48223 complexo, que dá margem à sonegação, afirma Roberto Campos (O Globo).