O governo argentino, com a participação do presidente Carlos Menem e do ministro da Economia, Domingo Cavallo, apresentou as potencialidades do país como opção para investimentos e parceria comercial a 54 empresários brasileiros, norte-americanos e argentinos. A mesa-redonda, realizada em Buenos Aires, foi patrocinada pela revista britânica "The Economist" e pela Câmara de Comércio Americano-Argentina. O grupo de empresários concluiu, ao final do encontro, que o governo argentino "vive uma exagerada euforia com algumas das conquistas do atual plano econômico", segundo relatou o coordenador da Comissão para Assuntos do MERCOSUL na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Mosmann. Segundo ele, dois pontos não convenceram o empresariado: a política de paridade cambial, que de acordo com o grupo ainda apresenta defasagem, e os preços de produtos e serviços, superiores aos de algumas das cidades mais caras do mundo. Os empresários constataram também que os argentinos "apostam firme" no Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL) como gerador de novos investimentos externos, especialmente de parte do Brasil. Entre os pontos considerados confiáveis na condução da política econômica da Argentina, eles listaram o programa de privatizações, reforma industrial e adoção de uma política de meio ambiente. "Os argentinos estão trabalhando seriamente para a melhoria do desempenho industrial, um dos pontos que consideram muito importantes para vencer em mercados externos", disse Mosmann (JC).