O Diners e o Credicard saíram na frente. Após a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de liberar o crédito ao consumidor, as duas empresas fizeram mudanças no sistema de financiamento de seus respectivos cartões de crédito, reduzindo de 50% para 25% o limite mínimo de pagamento do crédito rotativo: os outros 75% entram no vencimento seguinte. Pelas regras anteriores, os usuários dos cartões pagavam, no mínimo, 50% do valor total de cada fatura mensal. Com o descontingenciamento do crédito direto ao consumidor, os bancos já criaram linhas de financiamento para seus clientes, apostando principalmente na venda parcelada de automóveis e demais bens duráveis. As agências do Bradesco, por exemplo, abriram ontem com novas taxas de juros para financiamento de carros, máquinas, equipamentos e demais bens duráveis. Sem o teto de financiamento, os clientes podem parcelar suas compras em 12 meses com taxa de juros de 1,8% mais a TR. Se o período for de 12 meses a 24 meses, as parcelas serão de 1,8% mais o IGP-M. No caso de automóveis, o banco financia 60% do valor (O Globo).