BRASIL CONSEGUE "PAR BOND" MAIS VANTAJOSO DO QUE O DA ARGENTINA

O Comitê Assessor de Bancos Credores e o Brasil concordaram sobre os termos do "Par Bond" (bônus par) no Plano Brady para redução da dívida de cerca de US$42 bilhões do país com os credores privados. Os termos são melhores que os concedidos pelos bancos à Argentina. O conceito do Par Bond é o de sua troca por dívida antiga ao par (um dólar de dívida nominal antiga por um dólar do novo título), com um desconto na taxa de juros. O papel argentino paga juros de 4,5% no primeiro ano, 4,75% no segundo ano, 5% no terceiro ano, 5,5% do quarto ao sexto ano, e 6,25% fixos do sétimo ao trigésimo ano. A primeira vantagem do papel brasileiro está no início mais baixo da taxa, que será de 4% no primeiro ano. O percentual vai subindo de modo muito parecido com o da Argentina até se tornar fixo em 6% do sétimo ao trigésimo ano, o que significa um quarto de ponto mais barato. Não é pouca coisa. Calculando que 40% da dívida pode ser convertida no "Par Bond", temos um total de US$16,8 bilhões desse papel (GM).