O setor de papel e celulose trabalha de olho no mercado internacional. As exportações brasileiras de papel e celulose, em 1991, foram de US$1,244 bilhão e a projeção para este ano é de que cheguem a US$1,5 bilhão, o que representará, se o objetivo for alcançado, um crescimento de 20,5%. "O setor de papel e celulose não pode ignorar o mercado internacional e todos os nossos planos de investimentos são feitos pensando nas exportações", disse o presidente da ANFPC (Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose), Horácio Cherkaski. No ano passado, as vendas externas de papel foram de 1,077 milhão de toneladas e as de celulose, de 1,365 milhão de toneladas. Para este ano, as exportações de papel devem atingir 1,3 milhão de toneladas (crescimento de 20,7%), e as de celulose, 1,670 milhão de toneladas (mais 21,5%). Esse aumento das exportações é consequência da entrada em operação de novas plantas industriais, tanto no setor de papel quanto no de celulose. As vendas no mercado interno também cresceram em 1991. O consumo nacional atingiu 4,182 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 3,2% em relação a 1990. O consumo per capita cresceu 1,2%, atingindo 27,3 quilos por pessoa no ano passado. O setor, composto por 245 empresas, que operam 272 unidades industriais espalhadas por 17 estados, registrou um faturamento, em 1991, de US$4,6 bilhões. A capacidade instalada da indústria de papel é de 5,8 milhões de toneladas por ano e a de celulose atinge 5,4 milhões de toneladas anuais. O setor prevê investimento de US$9,5 bilhões de 1992 até o ano 2000. Desses investimentos programados, cerca de US$4 bilhões já estão em andamento. Entre 1989 e 1991 foram realizados investimentos de US$1,7 bilhão (GM).