DÍVIDA INTERNA CRESCEU 32,7% EM MAIO

A dívida mobiliária interna federal voltou a crescer, em maio, totalizando Cr$82,509 trilhões e registrando uma elevação nominal de 32,7% em relação a abril. De acordo com o diretor de Política Monetária do Banco Central, Pedro Bodin, o crescimento da dívida não causa preocupação ao governo porque é provocado pela devolução dos cruzados novos, que dentro de dois meses estará encerrada, e pela compra de divisas pelo BC. Da dívida fora do BC, a maior parte está em BBC (Bônus do Banco Central) no total de Cr$46,1 trilhões. Em dezembro de 1991, esse montante era de apenas Cr$1,9 trilhão, mas o total da dívida atingia somente Cr$12,3 trilhões. Outra grande parte da dívida está em NTN (Notas do Tesouro Nacional), ou seja, Cr$23,1 trilhões. Em agosto de 1991, quando foi iniciado o desbloqueio de cruzados novos, a dívida mobiliária do governo era de Cr$4,5 trilhões, enquanto as reservas internacionais estavam em torno de Cr$7 trilhões. Em maio, a base monetária (emissão primária de moeda) acusou expansão de 19,8% na média dos saldos diários e de 9,6% na ponta final do mês. Ainda de acordo com o BC, as reservas internacionais do país fecharam o mês de abril com estoque de US$15,162 bilhões, levando em conta as reservas de ouro, dólar e outras moedas fortes, como o marco alemão, disponíveis em caixa. Em relação à liquidez internacional, que inclui créditos a receber, as reservas acumuladas até abril foram de US$18,518 bilhões. O BC confirmou que, em maio, houve desaceleração no crescimento das reservas. O mercado de câmbio registrou saldo global superavitário de US$2,196 bilhões, o que significa queda de US$215 milhões em relação ao saldo obtido em abril. Pedro Bodin explica que esta queda resulta das medidas tomadas pelo BC par reduzir a entrada de divisas no país e evitar assim que a conversão dos dólares em cruzeiro criasse dificuldades para a política monetária. No primeiro quadrimestre deste ano, o aumento totalizou US$6,6 bilhões. Isso representa o contrário do que ocorreu entre janeiro e abril de 1991, quando as reservas abriram o ano com US$8,5 bilhões e, em abril, fecharam o mês com US$7,6 bilhões (O Globo) (GM) (JB).