AVIÃO RENDE LUCRO A PC EM ANO RUIM

A Brasil Jet Táxi Aéreo e a Mundial Aerotáxi conseguiram ter lucros expressivos em 1991, um ano ruim para a maioria das empresas de táxi aéreo. A Líder, uma das maiores e mais tradicionais do país, teve um prejuízo de Cr$9 bilhões. A TAM, outra grande empresa do setor, também teve um ano muito difícil. A Brasil Jet, que pertence ao empresário Paulo César Farias, o PC, teve no ano passado, um lucro declarado de Cr$841,755 milhões, cerca de Cr$3,1 bilhões em valores atualizados. A Mundial Aerotáxi, de Jorge Bandeira de Melo (sócio minoritário de PC na Brasil Jet) também teve um bom resultado: um lucro oficial de Cr$68,684 milhões, cerca de Cr$254,1 milhões em valores de hoje. Este resultado foi obtido em menos de dois meses de operação-- o Lear Jet 35 PT LOE começou a voar no dia sete de novembro de 1991. Os dados sobre os resultados das duas empresas constam de relatórios do DAC (Departamento de Aviação Civil). O diretor geral do DAC, Sérgio Burger, afirmou não acreditar que a Brasil Jet funcione apenas como uma empresa regular de táxi aéreo. Se confirmada essa hipótese, seria difícil explicar a origem das receitas da empresa-- a Brasil Jet declarou ter arrecadado Cr$2,059 bilhões de receitas de vôo (cerca de Cr$7,6 bilhões em valores atuais). A atualização pelo valor médio do dólar de 1991 destas receitas de vôo mostra que a empresa arrecadou cerca de US$4,2 milhões. Ao DAC, a Brasil Jet declarou ter voado 488,5 horas. Logo, por hora voada, foi cobrada uma tarifa de US$8,7 mil, mais do dobro do que é praticado no mercado (FSP).