POLÍCIA FEDERAL REABRE O CASO RUBENS PAIVA

O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Calheiros Wanderley, determinou a abertura de inquérito para apurar "todos os fatos relacionados com o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva". A instauração do inquérito foi solicitada pelo procurador-geral da Justiça Militar, Leite Chaves, após entrevista do médico Amílcar Lobo à revista Veja do último dia 31, na qual afirma que o ex-deputado morreu em consequências de torturas sofridas no quartel da Polícia do Exército, sede do DOI-CODI, no Rio de Janeiro. O centro de comunicação social do Exército afirmou que não cabe à Força se pronunciar sobre o caso, pois o assunto se encontra sob a jurisdição do Ministério da Justiça. O ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, em diversas declarações prestadas até hoje, ao ser indagado sobre a reabertura de casos de tortura ocorridos no passado, tem afirmado que a anistia funciona para os dois lados, tanto para os vencidos quanto para os vencedores, e que "cada caso é um caso" e como tal precisa ser analisado (FSP).