O Congresso Nacional aprovou ontem, através de acordo de lideranças, a revisão do Plano Plurianual, do quinquênio 91/95, que introduziu algumas alterações ao projeto original, referente ao período 1993/94/95. A principal mudança foi a inclusão da Saúde como uma das prioridades. O Plano Plurianual prevê a construção de um submarino nuclear-- além dos quatro projetos de submarinos convencionais que a Marinha vem desenvolvendo-- e destina mais US$4 bilhões (Cr$13,9 trilhões) ao programa dos CIACs (Centros Integrados de Apoio à Criança). Para o deputado Raul Pont (PT-RS), o programa é "um dos mais irresponsáveis e aventureiros", com o preço do metro quadrado de construção "acima da média". Para o senador Ronan Tito (PMDB-MG), o Brasil precisa de submarino nuclear por ser "a única arma que, depois do satélite, consegue se manter escondida e oferecer o efeito surpresa indispensável a qualquer país militarmente fraco". O deputado Israel Pinheiro mostrou que o Plano Plurianual destina cerca de US$1 bilhão para o prosseguimento da construção da usina de Angra 2 e assinalou haver, ao lado dessa verba, outra, de US$180 milhões para "fabricação de combustível nuclear". Dos cerca de US$100 bilhões (Cr$347 trilhões) do Orçamento Fiscal previstos para investimentos, nos três anos, mais de US$5 bilhões irão para a Defesa Naval, pouco menos para a Defesa Terrestre, e aproximadamente US$2,2 bilhões para a Defesa Aérea. Para o prosseguimento do projeto do avião militar AMX estão previstos cerca de US$400 milhões. A destinação de verbas do Orçamento Fiscal para habitação ficou em US$70 milhões, e para saneamento atingiu US$100 milhões (GM) (JC) (O Globo) (JB).