O governo brasileiro apresentou ao Comitê Assessor de Bancos uma nova proposta global para o Plano Brady de redução da dívida externa de cerca de US$42 bilhões com os credores privados. Ela inclui seus termos finais para a Opção de Reestruturação, o sétimo item do cardápio, que os bancos pediram recentemente para ter também a forma de um bônus. São os seguintes: o papel terá uma taxa que sobe gradativamente ao longo dos primeiros oito anos ("stepup coupon"), com 3% nos primeiros dois anos, 4% no terceiro e quatro anos, 5% no quinto e sexto anos, e 6% no sétimo e oitavo anos. A partir daí a taxa se fixa em Libor mais 13/16 avos. A diferença entre a taxa de mercado e o total pago nos primeiros oito anos é capitalizada. Prazo de 20 anos, com 10 de carência. A proposta responde à que os bancos fizeram na semana passada, com uma ligeira simplificação no número de bônus resultantes. Agora são 12, quando se incluem o bônus de juros atrasados já definido na negociação do ano passado, e as duas séries de bônus escalonados ("phase in bonds") para o "Par e Discount Bonds" sem todas as garantias previstas. O número de títulos proposto pelos bancos ainda pode ser multiplicado por três, para um total de 36 variedades, quando diferenciados entre papéis listados (ainda não está definido se o local será Luxemburgo ou Bruxelas) ou papéis não listados, e papéis diferidos conforme os prazos por razões contábeis de interesse dos credores (GM).