Os empresários demonstraram tranquilidade ao saírem, ontem, da reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional): eles ficaram convencidos de que dificilmente a atual crise política afetará os rumos do programa econômico. O presidente da FEBRABAN (Federação Brasileira das Associações de Bancos), Alcides Tapias, disse que os empresários não podem cruzar os braços e simplesmente aguardar o desfecho da crise política. Segundo ele, os empresários devem acompanhar os trabalhos da CPI, mas sem esquecer o dia-a-dia. Já o empresário Artur Sendas assegurou que o mercado está tranquilo. Ele acrescentou que, se depender do setor de alimentos, artigos de higiene e limpeza-- produtos que os supermercados mais vendem-- a inflação de junho vai ficar até um pouco abaixo da registrada em maio. O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, por sua vez, disse que a crise política não levará à adoção de qualquer medida de choque econômico. Convencido de que o pronunciamento do presidente Collor oferecia um categórico e documentado desmentido à denúncia de que PC Farias é que pagava as contas da Casa da Dinda, Marcílio reafirmou a intenção de manter inalterada as regras da economia (O Globo).