O presidente regional da UDR (União Democrática Ruralista) no Rio Grande do Sul, João Carlos Machado Ferreira, acusou ontem o Movimento Sem-Terra de ter "a exclusividade na prática da violência no campo". Ele reclamou que ninguém fala nem se lembra de inocentes como Sonia e Karine Lopes, respectivamente viúva e filha do soldado PM Valdeci Lopes, degolado por colonos em 1990. Em matéria paga publicada ontem nos jornais locais, Ferreira contestou reclamações de deputados do PT, líderes políticos e colonos, inclusive dos seis condenados, de que a condenação da Vara do Júri foi política, já que todos os réus alegaram ser inocentes. "Quem semeia ódio, colhe violência", respondeu. Na nota, sob o título "No banco dos réus", Ferreira afirmou que "o radicalismo ideológico que criou o Movimento Sem-Terra e a impunidade dos atos de vandalismo por eles praticados nos últimos seis anos geraram uma distorção no entendimento da ordem jurídica e moral na cabeça dos responsáveis pela violência no campo" (JB).