O grupo econômico que o empresário Paulo César Farias vinha montando nos últimos anos, corre o risco de desmoronar. Em junho, pelo segundo mês consecutivo, cinco das empresas do grupo deram prejuízo, ou apresentaram um desempenho medíocre, com receita e despesas praticamente empantados. A constatação é do advogado Antônio Mariz de Oliveira, que está contabilizando as perdas para mover, dentro de algumas semanas, mais uma ação na Justiça, desta vez por danos materiais, contra o empresário Pedro Collor de Mello, irmão caçula do presidente Collor, autor das denúncias que causaram as dificuldades nas empresas de PC. Conforme estimativas dos advogados do grupo, o prejuízo é da ordem de US$1 milhão mensais (cerca de Cr$4 bilhões), sem contar os custos jurídicos e administrativos com que PC vem arcando para se defender das acusações (JB).