As empresas argentinas e uruguaias produtoras de programas estão interessadas, em uma primeira etapa, na formação de parcerias e associações com firmas brasileiras para atender o Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL), e, em seguida, os mercados europeu e norte-americano. Na opinião do presidente da Câmara Argentina de Empresas de Software e Serviços de Informática (Cessi), Enriques S. Draier, que esteve na capital gaúcha participando da 1a. Feira e Congresso de Informática do MERCOSUL (Fenamerco), realizada entre nove e 12 de junho, a ausência no seu país de uma política restritiva às importações proporcionou a criação de sistemas atualizados e a preços acessíveis. A idéia não é estabelecer uma disputa regional e sim buscar sinergia
48041 capaz de alcançar mercados com potencial maior, como a Europa e os EUA, explicou o presidente da Cessi. A Argentina tem 120 empresas especializadas em software, das quais 20 com participação nos mercados dos EUA e de países europeus. E uma área em que poderemos fazer um bom intercâmbio, pondera o presidente da seção gaúcha da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Informática (ASSESPRO/RS), Edison Fontoura. Muitos impostos-- Toda essa disposição de aproximar sistemas de operações e fortalecer empresas esbarra em questões práticas que os representantes das entidades setoriais estão procurando administrar. Durante a Fenamerco foi estabelecido um cronograma de trabalho para apressar a elaboração do 1o. Acordo Setorial de Software e Serviços de Informática de Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil. Até os dois encontros que mantivemos em Foz do Iguaçu parecia tudo
48041 fácil, lembra Fontoura. ""Mas, ali, constatamos as peculiaridades em cada país, muito difíceis de superar", acrescentou. Um dos pontos cruciais, cuja solução caberá aos empresários uruguaios, diz respeito à diversidade de impostos. Cada país tem alíquota e conceito de fixação particulares, o que acaba elevando o preço final do software em até 20%. A idéia é buscar a uniformização e evitar a bitributação, caso os países-membros do MERCOSUL continuem exportando impostos. As empresas querem também normas claras quanto ao trânsito dos recursos humanos nos quatro países, e observam que é necessário fixar metodologia de treinamentos (O ESP).