Brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios têm, desde ontem, um cronograma dos passos que cada governo tomará para garantir a integração dos quatro países num mercado comum até 1994. Os presidentes do Brasil, Fernando Collor; da Argentina, Carlos Menem; do Uruguai, Luis Alberto Lacalle; e do Paraguai, Andres Rodriguez, encerraram ontem a segunda reunião de presidentes do MERCOSUL, aprovando o cronograma que garante a ligação entre os sistemas de telefonia móvel do Brasil e da Argentina e um tratado que permita à empresa de associados argentinos e brasileiros gozar de privilégios da empresa nacional nos dois países. O cronograma do MERCOSUL é muito importante para que os agentes
48038 econômicos se adaptem à velocidade da integração, avaliou o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. Para o representante brasileiro nas negociações técnicas, embaixador Rubens Barbosa, a integração obrigará setores industriais a se adaptarem, sob risco de sucumbirem à competição de americanos, japoneses, coreanos ou europeus. Até outubro será criado um instrumento para receber queixas de competição desleal entre as empresas de países do MERCOSUL, que será adotado enquanto a integração tarifária entre os países. Em julho, no Rio de Janeiro, os países se reunirão para analisar suas taxas de comércio exterior, que entrará em discussão a partir de outubro (O Globo) (JC) (O ESP).