O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, chegou ontem a Las Len~as, na Argentina, para a reunião do Conselho de ministros da Economia do MERCOSUL. A turbulência política e econômica do Brasil pode atrapalhar a integração do Cone Sul e o projeto de transformar a região em uma zona de livre comércio e uma união aduaneira. A balança da prosperidade hoje tende para a Argentina, uma inversão total da situação que prevaleceu quando da posse dos dois presidentes. Carlos Menem comemora inflação mensal de 0,7% em maio-- dose que se repetirá em junho-- e nunca superior a dois dígitos há mais de um ano. Tem força política e seu partido, o Justicialista (peronista), decidiu esta semana iniciar a campanha por sua reeleição. Já o presidente Fernando Collor vive uma inflação mensal que corresponde à anual de seu vizinho, não tem bases firmes no Congresso e luta para governar até o final de seu mandato. O Conselho de ministros de Economia do MERCOSUL vai examinar os próximos passos vitais de união econômica de seus países-- o trânsito de mercadorias e capitais. Os 11 subgrupos do MERCOSUL fizeram sugestões, já consolidadas, de um cronograma para a execução de mais de 120 pontos-- de subsídios e tributação à compatibilidade de políticas econômicas-- que deve ser analisado e posto em prática. Os ministros vão decidir metodologias e datas para definir o horizonte em
48008 que se moverão até dezembro de 1994, disse Carlos Koesler, porta-voz do grupo do MERCOSUL (FSP).