O esquema de propinas montado pelo empresário Paulo César Farias na Secretaria Nacional de Transportes em torno dos reajustes das tarifas de passagens rodoviárias interestaduais e concessões de linhas causou a demissão de Paulo Soares Cavalcanti da Silva, diretor do Departamento Nacional de Transportes Terrestres (DNTT), daquela secretaria. Segundo denúncias, as empresas de transportes interestaduais de passageiros, agrupadas na Rodonal, a associação de classe do setor, pagavam ao grupo de PC de US$500 mil a US$1 milhão a cada reajuste das tarifas e pôs sob suspeição Paulo Cavalcanti, funcionário do grupo Itapemirim, maior empresa do setor no país e que faria parte do esquema. Paulo Cavalcanti foi indicado para o cargo pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). Para o lugar de Cavalcanti o ministro interino dos Transportes e Comunicações, Eloy Corazza, indicou Ítalo Brito Sobral, funcionário do DNER em Pernambuco (O Globo).