Segundo as informações, os empresários torcem discretamente para que a CPI do caso PC Farias não comprometa o presidente Fernando Collor. Eles temem os efeitos do processo de Impeachment" na economia e têm restrições ao vice-presidente Itamar Franco. Na próxima semana, a FIESP deve propor ao governo federal a criação de um imposto de emergência enquanto o Congresso não aprovar a reforma fiscal. O Imposto-ponte", como vem sendo chamado, embora sua característica ainda não esteja definida, foi aprovado anteontem, informalmente, pelo Conselho Superior de Economia da FIESP em meio a temores de que o governo, acuado pela crise política, decida fazer uma dolarização no molde argentino. Os membros do conselho acham que a dolarização poderia seduzir o governo por dois motivos. Primeiro, a medida salvou a Argentina quando o presidente Carlos Menem enfrentava situação semelhante à que o Brasil vive hoje. Segundo, a solução seria bem acolhida pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). A proposta do conselho da FIESP pressupõe que a reforma tributária não seria aprovada ainda neste ano para poder vigorar a partir de 1993, como pretende o governo (FSP).