PARCERIAS PARA SOBREVIVER NO MERCOSUL

A formação de parcerias entre empresas de pequeno e médio portes dos quatro países que integram o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) está deixando de ser uma opção de desenvolvimento para passar à condição de técnica de sobrevivência. A avaliação é da jurista Marilda de Sá Ribeiro, da PETROBRÁS Internacional (BRASPETRO), palestrante do seminário Negociação de Joint-Venture Internacionais, iniciado ontem em Porto Alegre (RS). Para ela, as empresas nacionais já superaram a fase, que caracterizou a década de 70, em que as joint-ventures buscavam apenas aporte de capital ou novas tecnologias. O seminário tem o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), por intermédio do Centro Interamericano de Comercialização (Cicom), cujo diretor, Juan Luis Colaiácovo, sugeriu novo enfoque para integração. "Há muitos empreendedores pensando apenas na competição entre os quatro países da região, quando o correto seria trabalhar com a perspectiva de que a cooperação no Cone Sul pode fortalecer as indústrias locais e torná-las competitivas em nível internacional", justificou (GM).