O deputado Moroni Torgan (PSDB-CE) suspeita de que as rotas dos aparelhos das empresas de aviação do empresário Paulo César Farias tenham relação com a atuação do esquema montado por PC no Ministério da Saúde, especialmente na Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, encarregada de controlar o comércio de éter e acetona-- substâncias utilizadas na fabricação de cocaína-- e de entorpecentes como a morfina. Torgan foi designado pelo relator da CPI do caso PC, senador Amil Lando (PMDB-RO), para investigar o envolvimento do empresário, de seu sócio Jorge Bandeira e de suas empresas de aviação com o narcotráfico. A CPI do caso PC decidiu ontem, por unanimidade, prosseguir com os trabalhos até 11 de agosto-- o prazo final previsto anteriormente era 11 de julho. Isso significa que os senadores e os deputados trabalharão durante o recesso parlamentar, de 1o. a 31 de julho (O Globo).