IRMÃO DE COLLOR DISPUTOU CEME COM PC FARIAS

O irmão mais velho do presidente Fernando Collor, Leopoldo Collor de Mello, presidente do PRN em São Paulo, disputou com o empresário Paulo César Farias, o PC, o poder dentro da Central de Medicamentos (CEME) do Ministério da Saúde. O primeiro presidente da CEME no governo Collor, Antonio Carlos Alves dos Santos, foi indicado por Leopoldo. Segundo a ex-chefe da assessoria jurídica da CEME, Sandra Vieira, "os funcionários percebiam a existência de duas correntes na direção": a do coordenador de Desenvolvimento Operacional, Luiz Ribeiro Gonçalves, e a do presidente, Antonio Santos. Gonçalves foi identificado pelo empresário Takeshi Imai, em seu depoimento à CPI, como o LR2, um dos integrantes do esquema de PC no Ministério da Saúde. Segundo as informações, Leopoldo Collor também utilizou sua influência para ajudar prefeituras do interior do Estado de São Paulo com obras contratadas através de recursos do governo federal. As obras foram usadas para conquistar aliados, numa guerra política travada no ano passado com o PMDB do ex-governador Orestes Quércia. O deputado Euclydes Mello (PRN-SP), de acordo com prefeitos ouvidos por este jornal, é o responsável pelo contato do partido com as prefeituras. A maior parte das obras contratadas ou prometidas aos prefeitos têm recursos do FGTS (FSP).