Ao prestar depoimento ontem na CPI do Congresso sobre esterilização de mulheres no Brasil, o presidente da CNBB, dom Luciano Mendes de Almeida, defendeu que o extermínio de menores e a prostituição de adolescentes são problemas piores do que o aborto ou a esterilização. Lamentavelmente, num país que sonha com o Primeiro Mundo, o que se vê é
47913 a classe dominante preocupada com a reabertura de cassinos, o que poderá
47913 contribuir para multiplicar os problemas da população, disse. Dom Luciano responsabilizou o Ministério da Saúde pela distribuição desordenada de pílulas anticoncepcionais, o que, no entendimento da Igreja Católica, significa uma ação genocida contra a classe menos favorecida. Segundo ele, mais graves que as denúncias de corrupção são os atos de esterilização que ocorrem no Brasil, que já atingem 70% das mulheres em idade fértil (JB).