A indústria de informática foi apontada como a grande causadora do atraso tecnológico dos automóveis nacionais, com produto gerado sem competitividade internacional: a eletrônica embarcada está na estaca zero; os sistemas eletrônicos para controle de torque e freios não podem ser aplicados; o painel eletrônico, o controle de temperatura e a transmissão eletrônica são sonhos distantes de ser operacionalizados. Essa radiografia dos carros nacionais faz parte do relatório final da CPI que investigou as causas e dimensões do atraso tecnológico. A CPI concluiu que "há problemas internos e complicadores externos que impedem a competitividade dos produtores ou das linhas de montagem instaladas no Brasil". Como fatores internos, uma excessiva carga fiscal direta e indireta e custos indiretos que atingem salários; como causas externas, as políticas de distribuição dos mercados internacionais, o problema da marca e o interesse da patente (JB).