Diretores da FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Rio de Janeiro) querem o afastamento da atual presidente da entidade, Sônia Rejane Pimenta, e dos tesoureiros Ivan Alves Canellas e Rogério SantAna da Silva, acusados de estelionato e malversação dos recursos da entidade. Ivan e Rogério são suspeitos de terem falsificado a assinatura de Sônia em cinco cheques, emitidos em março contra o BANERJ, totalizando Cr$2,8 milhões. Um dos cheques, no valor de Cr$500 mil, foi abonado pela própria Sônia, que depois denunciou o ocorrido na 4a. Delegacia de Polícia. Além de estelionato, os três diretores também estão sendo acusados de superfaturar compras da FAMERJ, como a de uma Kombi a álcool, ano 89, comprada há nove dias por Cr$19 milhões. Ontem, a diretora Lúcia Ferreira afirmou que o preço do veículo, na agência de automóveis Besouro, em Nova Iguaçu-- onde ela foi comprada-- é de Cr$14 milhões. Segundo seu assessor, Odnaldo Ferreira, a FAMERJ também comprou por Cr$9 milhões um computador usado Scopus, quando poderia ter adquirido um novo por Cr$4,5 milhões. Os três diretores ainda foram acusados de gastar Cr$27 milhões na construção de um dormitório, na sede da entidade, orçado inicialmente em Cr$14 milhões, em fevereiro, além de mandar instalar um sistema de ar condicionado central que não funciona. As denúncias também envolvem o convênio, firmado em novembro de 1991, entre a FAMERJ e a Fundação Nacional de Saúde (FNS) para a contratação de 2.710 guardas sanitários para a campanha contra a dengue (O Globo).