O ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Luiz Romero Farias, irmão do empresário Paulo César Farias, assinou convênio com o Laboratório Farmacêutico de Alagoas (Lifal), no valor de Cr$2,3 bilhões. O então ministro Alceni Guerra ficou sabendo do negócio, em agosto de 1991, pelo "Diário Oficial" da União. Esse convênio teve liberação de recursos privilegiada. Documentos obtidos pelo deputado federal Jackson Pereira (PSDB-CE) revelam que apenas o Lifal recebeu dinheiro da Central de Medicamentos (CEME). Outros 12 laboratórios que integram a rede oficial do órgão não tiveram verbas liberadas pelo Tesouro Nacional, embora estivessem previstos. Os recursos faziam parte de um crédito especial-- identificado como fonte número 100-- concedido pelo Tesouro à CEME em dezembro de 1990, no valor previsto de Cr$2,5 bilhões (FSP).