Uma carta do então ministro das Minas e Energia do governo Figueiredo, o senador César Cals (PDS-CE) foi o documento que avalizou, a 20 de abril de 1982, a assinatura do contrato para construção da hidrelétrica Três Irmãos, em Pereira Barreto (SP), no dia 13 de maio do mesmo ano, com oito unidades geradoras e não quatro, como previa o parecer técnico do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE), no dia 4 de fevereiro de 1982. Com os quatro grupos adicionais, o governo do Estado terá que dispender pelo menos mais US$124 milhões, já que o custo de cada um dos grupos é de US$31 milhões. O contrato foi assinado entre a direção da CESP e dois consórcios de empresas, um nacional e outro francês. O contrato foi assinado, portanto, sem o correspondente parecer técnico do DNAEE (órgão do próprio Ministério das Minas e Energia), autorizando a instalação de oito unidades geradoras (FSP).