O Brasil já acumulava, até março deste ano (últimas estatísticas desagregadas disponíveis), um saldo comercial com os demais países que compõem o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL)-- Argentina, Paraguai e Uruguai- - da ordem de US$332,5 milhões, resultado de exportações de US$760,6 milhões/Fob e importações brasileiras de produtos da região de US$428,1 milhões/Fob. Esses números, divulgados ontem pela Coordenação Técnica de Intercâmbio Comercial (CTIC), representam uma inversão no comportamento do comércio Brasil-MERCOSUL, pois, no mesmo período do ano passado, o país registrava um déficit na balança comercial com a região de US$46 milhões. Os saldos negativos do Brasil com o MERCOSUL também foram observados ao longo dos anos de 1990 (déficit de US$999,3 milhões) e de 1989 (déficit de US$814 milhões). Os resultados positivos de janeiro/março últimos foram influenciados, sobretudo, pelo comércio brasileiro com a Argentina. O saldo comercial em favor do Brasil ficou em US$247,8 milhões. O principal item da pauta de exportações brasileiras para a Argentina foram os automóveis, partes e peças, cujas vendas de US$146 milhões apresentavam incremento de 497,2%. Também as exportações de máquinas, aparelhos mecânicos e elétricos, num valor de US$82,7 milhões, cresceram 120,6%, seguidas pelas vendas de produtos químicos de US$80,8 milhões (incremento de 76,5%). Entre as importações brasileiras de produtos paraguaios, o destaque foi para os materiais têxteis (algodão e artigos de vestuário), com US$47 milhões e expansão de 224%. Em relação ao Uruguai, a posição brasileira também é superavitária em US$14 milhões, com vendas de US$81 milhões e compras de US$67 milhões. Isso representou queda de 5,5% nas exportações brasileiras (GM).